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É a indisposição do momento
A epidemia que se estende
A festa termina, nós descemos
Os pensamentos que congelam a razão
Pálpebras reduzidas, rostos cinzentos
Emergem os fantasmas da nossa cama
Abrimos o cadeado do portão
Do buraco que chamamos de nossa casa

Proteja proteja
Proteja proteja
Proteja-me dos meus desejos

Somos os brinquedos do destino?
Recorde-se dos momentos divinos
Respigando, estoirados à manhã
Permanece-nos qualquer vida para chorar
E agora estamos sós…
Perdidos os sonhos, se for preferível
O tempo onde nada se tem à fazer

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